Com samba e consciência Bloco Fita Amarela transforma pós-Carnaval em ato pela vida das mulheres

Com samba e consciência Bloco Fita Amarela transforma pós-Carnaval em ato pela vida das mulheres

O Bloco Fita Amarela realizou, no último sábado (07), uma celebração de pós-Carnaval na Praça Guadalajara, conhecida como Praça da Normal, em Vitória da Conquista. A programação começou às 15h e reuniu moradores, artistas e foliões em um encontro marcado pela música, pela convivência e pela valorização do carnaval popular.

Gratuito e aberto ao público, o evento manteve a proposta de ser um espaço inclusivo, reunindo pessoas de diferentes idades, gêneros, orientações sexuais, etnias e classes sociais. Ao longo da tarde, o público acompanhou apresentações musicais e participou de um clima de confraternização que resgatou o espírito tradicional das festas de rua.

O repertório do bloco reverenciou as raízes do carnaval brasileiro, com marchinhas, sambas e ritmos populares. Em 2026, a festa também trouxe um tom de conscientização social ao adotar como tema o respeito à vida das mulheres, sob o lema “este ano não será como o que passou…”.

Entre as atrações da edição estiveram a dupla Mulher no Samba, formada pelas cantoras Lanny Cerqueira e Jossi Santana. E ainda a apresentação musical para o público com os tambores de maracatu.

O enredo da edição de 2026, assinado pelo músico Djalma Marques, propôs um “grito carnavalesco pelo fim das violências contra as mulheres”, dialogando com questões de gênero e reforçando o caráter político e cultural da festa.

Mais do que um evento festivo, o Fita Amarela também carrega um significado histórico para a cena cultural recente de Vitória da Conquista. O bloco surgiu em 2011, a iniciativa foi idealizada por Morgana Poiesis e contou com o apoio de Juliana Leite, responsável por batizar o grupo em referência à clássica música de Noel Rosa.

O Bloco Fita Amarela 2026 contou com a contribuição do Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahiagás e da Embasa, além do apoio dos deputados Fabrício Falcão e Alice Portugal e do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária (Idac).

Sobre o Autor

IDAC editor

Deixe uma resposta